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Covid-19 pode afetar gravemente os rins

Sabia que um dos órgãos mais castigados pelo novo coronavírus, directamente ou pelo estado em que o organismo deixa, são os rins? Os pacientes com doenças renais estão entre os grupos de risco para a Covid-19. Além da percepção mais conhecida, de que o rim é o grande filtro do organismo, pessoas com doenças renais também têm outras deficiências. Por exemplo, deficiência da resposta imunológica e de alguns hormônios essenciais à saúde, como a eritropoietina, que regula a formação das hemácias, células de transporte de oxigênio no sangue.

No entanto, alguns pacientes que nunca apresentaram doenças renais antes de contraírem a Covid-19 podem sofrer os efeitos do coronavírus nos rins.

Os números falam por si

  • Cerca de 50% dos infectados de Covid-19 que procuram ajuda em hospitais já chegam com manifestações da doença nos rins.
  • Alguns apresentam hematúria, o que popularmente as pessoas falam que é perder sangue pela urina. Outros chegam com proteinúria, quando há uma grande concentração de proteínas que os rins não são capazes de filtrar.
  • Para quem apresenta estes efeitos de Covid-19 nos rins, o risco de morte é até três vezes maior.
  • Como resultado, 20% dos pacientes nas UTIs precisam de diálise, ou seja, dependem de aparelhos para filtrar as substâncias tóxicas no sangue.  Atenção!  A diálise está para os rins como a ventilação mecânica está para os pulmões.

E depois da Covid, como ficam os rins?

O quadro clínico desenvolvido durante o tratamento da infecção pelo novo coronavírus pode ser revertido totalmente, em alguns casos, por meio da diálise.

No entanto, algumas pessoas podem não recuperar em 100% a função renal. Por exemplo, alguns pacientes nunca mais se livraram da diálise após a covid-19.

Estamos diante de uma doença sistêmica, com diversos aspectos a serem investigados em todo o organismo. Sabemos que, depois da falência do pulmão, a falência renal é a mais comum em pacientes em estado grave de Covid-19

O aconselhável é que depois da alta médica o paciente tenha um acompanhamento nefrológico, para garantir a reabilitação e evitar uma nova disfunção renal no futuro. Note-se que, após uma lesão aguda nos rins, o doente é mais susceptível ao desenvolvimento de um novo quadro da doença.

Infelizmente, o rin é um órgão bem silencioso, que muitas vezes as pessoas só vão ver a manifestação clínica da insuficiência renal em estádios avançados. Então, se o paciente se recuperar parcialmente e nunca mais voltar com o nefrologista, pode ser esse paciente tenha sequelas, como uma filtragem anormal da urina, que, a longo prazo, pode progredir para uma doença terminal com necessidade de diálise.

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