Cancro de mama. Entrevista a Dr. Máxima Rodriguez Córdova, Mestrado em Nutrição e Medicina Estética.

P: O cancro de mama é uma doença que cada vez tem maior índice de sobrevivência. É possível o diagnóstico precoce ?

Dra: Sim, geralmente através de uma prova de imagem. Quando a mulher nota algo em si a doença não costuma ser tão incipiente como quando se detecta mediante prova de imagem.

P: A que idade devem começar a fazer habitualmente mamografias anuais ?


Dra: Há muita controvérsia a este respeito. As campanhas públicas dirigem-se a mulheres entre 50 e 69 anos porque são as idades de maior incidência e nas quais está demostrado que o diagnóstico precoce influencia o prognóstico.

P: O que acontece com as mulheres entre 40 e 50 anos?

Dra: Há quem apoie as mamografias nessas idades e quem não. Eu, segundo a minha experiencia na multiplicidade de estudos em que tenho participado,  considero que é um hábito muito saudável a partir dos 40 anos.

P: Quando é que uma mulher deve começar a fazer autoexploração?

Dra: É um hábito de saúde que deve começar quando a mulher é consciente do seu próprio corpo. Entre os 18 e os 20 anos. Pode-se fazer com regularidade, sobretudo para conhecer o seu próprio corpo e detectar qualquer mudança que ocorra nele.
Sempre depois do período menstrual e sem obsessões.

P: Quais são os sintomas de alarme que devem fazer-nos ir a uma consulta especializada ?


Dra: Embora a ecografia e a mamografia devam ser feitas, deve-se ir ao médico no caso de haver nódulos na mama, mudanças na coloração nas mesmas, retrações cutâneas (especialmente na auréola ou no mamilo) ou secreção ensanguentada pelo mamilo.

P: Qual é o objetivo atualmente?

Dra: Dar qualidade de vida à mulher durante a doença. Em alguns casos, os tratamentos têm sequelas importantes, como a amputação de alguma das mamas, ou das duas, embora se possa tratar posteriormente com cirurgia reconstrutiva.

P: Qual é o processo a seguir uma vez feito o diagnóstico?

Dra: Depende da idade da paciente e de outros factores, especialmente das características do tumor. A primeira coisa a fazer é completar com estudos de propagação local, com ecografia e ressonância magnética. A segunda, é estudar a sua disseminação para outros órgãos. A partir disso determina-se o tratamento, que se sustenta em três pilares: cirurgia, quimioterapia (inclui o tratamento hormonal) e a radioterapia.

P: Quando é que se tem alta?

Dra: Nunca, mas chegar-se-á a um momento em que as revisões têm a mesma periodicidade que nas mulheres que não padeceram a doença. As recaídas precoces produzem-se entre os cinco e os dez anos. Em qualquer caso, 90% das mulheres que padecem esta doença não morrem por causa dela se for diagnosticada em estádios iniciais.

P: Qual é a mensagem que se deve enviar?

Dra: Que percam o medo e consultem o seu médico. Que se deixem aconselhar e fiquem tranquilas. Na Clínica Máxima Estética temos os meios de diagnóstico para detectar a doença precocemente, temos organizada uma revisão médica feminina que vai encaminhada especificamente para a detecção precoce do cancro de mama e do cancro de colo uterino.

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